A Contraf-CUT e as entidades representativas dos trabalhadores denunciam a grave situação de insegurança enfrentada por bancárias e bancários do banco Mercantil em postos de atendimento (PAs) espalhados pelo país. Relatos recebidos pelas entidades apontam que a ausência de vigilância armada tem exposto funcionários, clientes e usuários a constantes situações de risco.
Segundo as denúncias, a falta de controle de acesso e de medidas adequadas de proteção tem transformado os locais de trabalho em ambientes marcados pelo medo, com registros de ameaças, agressões e episódios de violência contra trabalhadores.
De acordo com Vanderci Antônio da Silva, coordenador nacional da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Mercantil, a situação é resultado da negligência do banco com a segurança de seus empregados. “O movimento sindical repudia a negligência do banco, que prioriza o lucro e esquece da segurança e da integridade física e mental de seus funcionários e funcionárias”, afirmou.
A insegurança enfrentada diariamente pelos trabalhadores se soma a outros problemas já denunciados pela representação dos empregados, como metas abusivas e sobrecarga de trabalho. O cenário agrava ainda mais os riscos à saúde da categoria bancária, que figura entre as mais afetadas por adoecimentos relacionados ao trabalho, especialmente transtornos de saúde mental.
Para Marco Aurélio Alves, funcionário do Mercantil e dirigente do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região, a situação exige providências urgentes por parte da instituição financeira. “Bancárias e bancários estão assustados, trabalhando com medo de serem agredidos. Exigimos que o Mercantil tenha mais responsabilidade e adote medidas efetivas para garantir a segurança nas unidades. As denúncias dos trabalhadores são fundamentais para que possamos expor os problemas e cobrar soluções”, destacou.
Fonte: CONTRAF
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