A base da FETEC-CUT/SP deu um show de participação e mobilização nesta quinta-feira (20), durante a paralisação nacional de 24 horas, que levou bancários e bancárias de todo o país às ruas em defesa de seus direitos. No interior paulista, a adesão chegou a índices próximos de 100%, confirmando a forte disposição de luta demonstrada pela categoria nas assembleias.
*Até o fechamento desta matéria, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região ainda não havia divulgado os números finais da paralisação na capital e na Grande São Paulo, que já apresentavam, desde as primeiras horas da manhã, uma mobilização com alto índice de adesão.
A paralisação foi aprovada pela ampla maioria dos trabalhadores nas assembleias realizadas na segunda-feira (17). A resposta veio nesta quinta, com uma mobilização expressiva em toda a base da FETEC-CUT/SP.
Catanduva, Guarulhos, Limeira, Registro e Taubaté registraram 100% de adesão. Em Araraquara, o índice chegou a 97%, enquanto Jundiaí alcançou 96%. ABC, Mogi das Cruzes, Barretos e Presidente Prudente também registraram índices superiores a 85%.
Na grande maioria das cidades, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil tiveram 100% das agências paralisadas durante todo o dia, demonstrando a força da mobilização nos bancos públicos.
Com cartazes, faixas e muita mobilização nas ruas, os bancários levaram às agências as principais reivindicações da categoria e cobraram dos bancos uma proposta decente, sem retirada de direitos, com valorização dos trabalhadores e respeito às conquistas históricas.
Força e unidade
Para Aline Molina, presidenta da FETEC-CUT/SP, o resultado demonstra a força da organização da categoria.
“Com certeza nossa categoria demonstrou sua grande força de união e mobilização pela ampliação de direitos e manutenção de conquistas históricas. Esse é apenas um recado que estamos enviando aos bancos e à Fenaban, que tenta desmontar nossa CCT, que é uma referência de luta para outras categorias dentro e fora do país. Não vamos deixar isso acontecer!”
Os dirigentes sindicais das bases da FETEC-CUT/SP também destacaram a participação da categoria. Desde as primeiras horas da manhã, os índices de adesão já apontavam para uma forte paralisação.
Roberto Rodrigues, diretor administrativo da FETEC-CUT/SP, ressaltou que os bancários compreenderam a importância da mobilização:
“Os bancários entenderam a importância dessa mobilização. Não apenas votaram pela paralisação e contra a proposta da Fenaban, mas efetivamente pararam hoje, participando de um momento fundamental para pressionar a Fenaban a apresentar uma proposta decente, com reajuste, melhores condições de trabalho e respeito também à população, que sofre com o atendimento precário.”
Mobilização faz Fenaban recuar
Na oitava rodada de negociação, realizada na terça-feira (18), a Fenaban recuou de duas propostas que vinham sendo rejeitadas pela categoria, mas novamente não apresentou um índice de reajuste para salários e demais verbas.
A próxima reunião entre o Comando Nacional dos Bancários e os representantes dos bancos está marcada para segunda-feira (24).
Para Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, o recuo da Fenaban é resultado direto da mobilização.
“Este recuo, sem dúvida, é uma vitória da nossa mobilização, da expressiva participação da categoria nas assembleias, que rejeitou de forma quase unânime o modelo proposto pela Fenaban e aprovou a paralisação do dia 20, reforçando a importância da nossa unidade nacional e da mesa única para a categoria. Foi a mobilização de cada bancário e bancária que fez com que os banqueiros recuassem.”
Na assembleia do dia 17, 97% dos trabalhadores rejeitaram a proposta da Fenaban, que previa retirada de mecanismos de reajuste por faixas salariais, fragmentação dos aumentos dos vales-refeição e alimentação entre cidades maiores e menores e congelamento do piso de ingresso para novos bancários.
Ana Lucia Ramos Pinto, secretária-geral da FETEC-CUT/SP, reforçou que a categoria seguirá defendendo a minuta aprovada na Campanha Nacional:
“Não vamos aceitar retirada de direitos e seguimos defendendo aumento real, valorização nos pisos, tíquetes, PLR e criação de um piso para os trabalhadores de TI.”
Bilionários X retirada de direitos
Segundo dados apresentados pelo Comando Nacional dos Bancários nas negociações, os cinco maiores bancos brasileiros registraram lucro de R$ 124 bilhões em 2025. Entre 2003 e 2025, o lucro líquido dos maiores bancos cresceu 178% acima da inflação.
Diante desse cenário, a categoria reivindica 5% de aumento real para salários e demais verbas, além da reposição da inflação, aumento do piso salarial, reajuste dos valores do vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA), valorização da PLR e criação de um piso para os trabalhadores de TI.
A paralisação desta quinta-feira deixa um recado claro: a categoria está unida, mobilizada e não aceita retrocessos.
Se tem direitos, tem sindicato!
Fonte: FETEC CUT SP
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