Santander

Bancários paralisam atividades contra desrespeito do Santander

20 Dec 2017 15 VISUALIZAÇÕES

O Sindicato dos Bancários de Bragança Paulista e Região retardou a abertura das agências do Santander (Centro e Coronel Osório), em Bragança Paulista e Região, para protestar contra as mais recentes medidas anunciadas pelo banco. Por todo o país, agências e departamentos do banco espanhol amanheceram com protestos e muitas permaneceram fechadas. Sem consultar, nem negociar com os trabalhadores ou seus representantes sindicais, o banco implantou um sistema para forçar a assinatura em “Acordo Individual de Banco de Horas Semestral”.

“A medida mostra o total desrespeito do banco espanhol para com os trabalhadores e seus representantes sindicais. Ainda mais pelo fato de maior lucro do banco, que é espanhol, vem do Brasil”, informou Marcílio Barros, diretor do Sindicato e funcionário do banco.

A arbitrariedade do banco não para por aí. Também sem nenhuma negociação, o banco informou a alteração do dia de pagamento dos salários, do dia 20 para o dia 30, e os meses de pagamento do 13º salário, antes março e novembro, agora passam a ser maio e dezembro. “Os sindicatos de bancários estão protestando em todos país contra a arbitrariedade, o desrespeito do banco, que decidiu aplicar a as regras da reforma trabalhista, sem qualquer negociação com os trabalhadores”, lembrou Fernando Biasetto Jr, secretário-geral do Sindicato e também funcionário do Santander.

Os trabalhadores também sofrem com os aumentos abusivos do plano de saúde, que tem causado dificuldades para muitos deles bancarem os custos. Outro problema constante no banco é o grande número de demissões. Nos últimos dias, o banco dispensou 200 funcionários.Não bastasse tudo isso, o banco já informou que vai aplicar o parcelamento das férias.

Hora de mobilizar
A presidente do Sindicato, Isabel Rosa dos Santos Machado, lembrou que a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários tem vigência até 31 de agosto de 2018 e que há o acordo específico do Santander. “Se não reagirmos a esse ataque agora, assim que terminar a vigência do acordo e da CCT, podem ter certeza de que o banco espanhol vai cortar todos os direitos dos trabalhadores que a nova lei trabalhista lhe permite. Ou cruzamos os braços agora ou vai piorar depois”, disse Maria Rosani, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander.

Para Rita Berlofa, presidenta da UNI Finanças Mundial, também funcionária do banco espanhol o que está acontecendo no Santander pode acontecer também com os demais bancos e também nos outros setores. “Todos os trabalhadores precisam estar alertas e apoiar este protesto. Hoje é o banco espanhol que desrespeita e corta os direitos dos brasileiros, mas essa reforma foi feita por encomenda dos empresários. Eles vão querer colocar em prática todo o massacre que ela prevê. Ou a classe trabalhadora se levanta e luta unida desde já, ou quando pensar em fazer isso pode ser muito tarde”, disse a dirigente.