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Corte de verbas federais afeta centrais de atendimento ao trabalhador em São Paulo

13 Jul 2016 7 VISUALIZAÇÕES

O corte de verbas do Ministério do Trabalho e Previdência Social para os Centros de Apoio ao Trabalhador (CATs) levou a prefeitura de São Paulo a fechar 12 das 38 unidades existentes. O secretário de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo de São Paulo, Artur Henrique da Silva Santos, disse que na próxima semana irá a Brasília para discutir o convênio.

“Esse convênio é de 2013 e vai até 2018. São R$ 65 milhões nestes cinco anos, o que daria uma média de R$ 13 milhões por ano. Em abril, nós recebemos uma informação, oficialmente, por parte do ministério, de que o valor seria reduzido, por conta dos cortes, para R$ 11 milhões”, diz o secretário à TVT.

Artur afirma, porém, que com a mudança de governo a situação piorou. “Recebemos, na semana passada, o informe de que esse valor teria sido reduzida para R$ 2,8 milhões. Aqui em São Paulo, estamos mantendo por conta do município, que desde janeiro está pagando a parte dele nesse convênio, mas nós precisamos do recursos do Ministério do Trabalho e do governo federal para poder aguentar até o final do ano e atender a população.”

Os centros funcionam como agências públicas de emprego, colocam em contato trabalhadores em busca de vagas e as empresas à procura de funcionários. Também oferecem cursos gratuitos de qualificação profissional, ajudam na emissão de carteira de trabalho, orientações para acesso ao do seguro-desemprego e também para aqueles que querem se tornar empreendedores.

Na cidade de São Paulo, os CATs fazem cerca de 1,5 milhão de atendimentos a cada ano. Os que foram fechados eram menores, e representavam 8% da demanda. Ainda assim, o secretário ressalta que fechar unidades por falta de recursos vai na contramão de ações que deveriam ser tomadas em momento de crise econômica. “A prioridade deveria ser o atendimento ao trabalhador que, neste momento, precisa ser realocado. Por isso, esse desmonte do sistema público tem que ser denunciado.”

Os desempregados lamentam as mudanças. “A gente tem que se deslocar, ou de ônibus, de metrô, ou até a pé. Demora mais, vai impactar muito”, reclama Roberto Camargo, que está desempregado.