Encontro debate o risco que essas instituições correm de privatização

28 Sep 2017 9 VISUALIZAÇÕES

A Contraf-CUT participou, nesta quarta-feira (27), do Encontro de Trabalhadores em Empresas Estatais, realizado pela CUT, em São Paulo. O objetivo é debater o risco que essas instituições correm de privatização. A atividade reuniu representantes de todas as categorias que se sentem ameaçadas por este processo.

Carlos de Souza, secretário-geral da Contraf-CUT e representante do Banco do Brasil e do BNDES, relatou que ficou claro como as ações são muito parecidas em busca de privatização. “O ataque é muito comum. É um processo de destruição das empresas por dentro, diminuindo o quadro de funcionários, com plano de incentivo à aposentadoria ou de demissão voluntária, e tentando deixar a empresa sem resistência no processo de privatização”.

Além de Carlos de Souza, Gustavo Tabatinga Jr, secretário de Políticas Sindicais da Contraf-CUT, representou o Banco do Nordeste; Rosalina Amorim, secretária de Estudos Socioeconômicos, representou o Banco da Amazônia; Mauro Salles, secretário de Políticas Sociais da Contraf-CUT, representando o Banrisul; Tatiana Oliveira, dirigente do Sindicato dos Bancários do Pará, representando o Banpará; e Dionísio Reis, coordenador do CEE/Caixa, representando da Caixa.

As categorias presentes relataram as ações que vem sendo realizadas para combater a privatização. Para Carlos de Souza, as atividades precisam ser unificadas. “O debate foi importante porque as ações são fundamentais, mas são localizadas em cada setor e a gente precisa ousar mais, precisa fazer agendas comuns, organizar um calendário que seja de todos. Na década de 1990, por exemplo, aconteceram algumas privatizações, mas dificultamos muito com grandes mobilizações a ponto de impedirem que outras privatizações avançassem.”

Antes de encerrar, o secretário-geral ainda salientou a necessidade de ampliar a resistência e dar combatividade cada vez maior a este processo. “Temos de ampliar isso para além da vanguarda dos dirigentes, ampliar isso nas categorias, no convencimento dos trabalhadores da necessidade de lutar para defender suas empresas, não só seus empregos. Além disso de dialogar com a sociedade, mostrar para a população o que está acontecendo e que ela sairá perdendo.”