Nesta quarta-feira (29), a agência do Itaú em Bragança Paulista permaneceu fechada após funcionários se ausentarem por motivos diversos, evidenciando, mais uma vez, os impactos da política de fechamento de agências e redução do quadro de pessoal na região. A situação reforça o alerta que o Sindicato vem fazendo há meses: a diminuição constante de trabalhadores nas unidades compromete o atendimento à população, sobrecarrega os bancários e bancárias e deixa as agências vulneráveis à interrupção dos serviços diante de qualquer imprevisto.
No início deste mês, o Sindicato percorreu as agências de Bragança Paulista ao lado da Caravana da FETEC-CUT/SP para dialogar com clientes, usuários dos bancos e comerciantes da região sobre a importância da valorização dos funcionários e da ampliação das contratações. Durante a mobilização, também foi divulgada a campanha “Eu Quero + Agências”, com a distribuição do link do abaixo-assinado que cobra dos bancos o fim do fechamento de unidades e da precarização dos serviços bancários, medidas que prejudicam trabalhadores, clientes e toda a comunidade.
Para o presidente do Sindicato, Marcílio, o fechamento da agência nesta quarta-feira é resultado da política adotada pelo Itaú de reduzir sistematicamente o número de funcionários, mesmo registrando lucros bilionários. “O que aconteceu hoje não é um caso isolado, mas a consequência direta da falta de contratações. Quando um bancário precisa se ausentar por qualquer motivo, o banco já não consegue manter a agência funcionando, porque insiste em operar com um quadro insuficiente de funcionários. Quem paga essa conta são os bancários e bancárias, submetidos a uma rotina de pressão, sobrecarga e adoecimento, além da população, que fica sem atendimento. O Sindicato denuncia essa política de enxugamento há anos, cobra a reposição do quadro de pessoal, a abertura de novas vagas e o fim da precarização dos serviços. O Itaú precisa assumir sua responsabilidade social e contratar mais funcionários, em vez de transferir para trabalhadores, clientes e para a sociedade os prejuízos de sua estratégia de redução de custos”, afirmou.
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