A proposta da Federação Nacional dos Bancários (Fenaban) de congelar o piso de ingresso e separar o reajuste salarial em três faixas diferenciadas foi rejeitada por 97% dos mais de 50 mil bancários e bancárias que participaram de assembleias realizadas por sindicatos de todo o país.
A consulta, realizada nessa segunda-feira (17), também perguntou se a categoria estaria disposta a uma paralisação no dia 20 de agosto, em defesa das reivindicações por aumento real nos salários, vales refeição e alimentação, PLR e criação de um piso para os trabalhadores de TI e a resposta de 90% foi que sim.
Em Bragança Paulista e Região, 96,71% da categoria rejeitaram a proposta apresentada pela FENABAN, enquanto 88,57% são favoráveis à paralisação. O resultado demonstra a indignação e, principalmente, a união dos trabalhadores e trabalhadoras.
Nessa terça-feira (18), a acontece a oitava rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada da categoria por aumento real e melhores condições de trabalho.
Na última rodada, realizada na quinta-feira passada (13), os bancos frustraram os trabalhadores sem apresentar nenhuma proposta de índice de reajuste salarial, somente as de congelamento do piso de ingresso para os novos bancários e reajustes diferenciados para três faixas salariais, mas sem dizerem quais seriam os parâmetros dessas faixas e nem os percentuais que seriam definidos para cada uma delas.
Antes de falar do congelamento e da diferenciação de aumento por faixas, a Fenaban chegou a propor a redução no valor dos vales refeição e alimentação nas cidades do interior. Com isso, somente nas grandes capitais os vales poderiam ter aumento.
“Não aceitaremos retirada de direitos. Vamos defender a minuta aprovada pelos bancários e bancárias, por aumento real, valorização nos pisos, tíquetes, PLR e criação de um piso para os trabalhadores de TI”, destacou a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, ao final da última rodada.
Com informações da CONTRAF CUT
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