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Movimento sindical cobra fim das demissões no Itaú

27 Nov 2015 13 VISUALIZAÇÕES

Após a realização de protestos em todo o país contra a recente onda de demissões promovida pelo Itaú, sindicatos e Contraf-CUT conseguiram uma reunião com o banco na quinta 26 para debater o tema.

No encontro, dirigentes sindicais cobraram que o processo de dispensas em massa cesse. Segundo os representantes dos trabalhadores, os lucros crescentes do Itaú tornam os cortes injustificáveis – foram R$ 18,059 bilhões nos primeiros nove meses de 2015, valor 20,7% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. No terceiro trimestre, o resultado do banco atingiu R$ 6,117 bilhões, 12,1% maior que o do terceiro trimestre de 2014.

Mesmo assim, o número de empregados teve redução de 3%: corte de 2.642 postos de trabalho em doze meses. E mais: somente na base do Sindicato, denuncias indicam entre 250 e 300 demissões na área de tecnologia do banco nas últimas semanas. De acordo com relatos de bancários, esse número pode aumentar ainda mais e chegar a 500 dispensas até o final de 2015.

Os representantes do Itaú alegaram, na reunião, que o número de demissões em 2015 é inferior ao registrado no ano passado.

“Não vamos admitir que o Itaú continue demitindo da maneira que fez nos últimos quinze dias. Se há problemas ainda para resolver em relação a esse processo, que seja feita a realocação dos trabalhadores”, cobra a dirigente e bancária do Itaú Valeska Pincovai. “Estaremos de olho e, se houver demissões, realizaremos mais atividades nos locais de trabalho”, acrescenta.

Outras reivindicações – Os dirigentes também cobraram do Itaú a readequação das metas do Agir referentes ao período de greve da categoria. “Não é justo que o funcionário seja penalizado pelos dias de paralisação”, diz Valeska. O banco informou que as metas serão reajustadas no mês de outubro, conforme a média do trimestre julho/agosto/setembro, considerando para pagamento o maior resultado.

Também sobre o Agir, foi reivindicado que fossem consideradas para o cumprimento de metas as férias dos trabalhadores, uma vez que mesmo nesse período o bancário é obrigado a bater metas como se estivesse trabalhando normalmente. O Itaú ficou de estudar essa demanda da categoria.

Por fim, o banco comunicou que haverá reestruturação nas agências e não serão contratados mais trabalhadores para o cargo de Assistentes Comercial (jornada de oito horas), mantendo os empregos e jornadas dos que já estão atuando no Itaú. Já futuros contratados vão cumprir seis horas diárias sob a nomenclatura de Assistentes.

Para o movimento sindical, o ideal seria que o banco respeitasse a jornada de seis horas para todos os trabalhadores, conforme a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ou criasse dois turnos de 5 horas, criando assim mais empregos.